31 de julho de 2012


Direitos Humanos são
para quem, afinal?

O I Seminário dos Direitos Humanos das Vítimas de Violência vai mostrar o fosso existente entre o que está nos códigos e a realidade da população brasileira, onde os índices de assassinatos superam os dos países em guerra, e as vítimas "invisíveis" desse holocausto nacional: os familiares daqueles que a violência leva antes da hora. A busca é por justiça e pelo atendimento especial do Estado, determinado por resolução das Nações Unidas.
Para discutir a questão, a Secretaria de Justiça está trazendo quem entende do assunto. Profissionais de reconhecimento internacional, como a psiquiatra, escritora e especialista em comportamento humano Ana Beatriz Barbosa  (sempre presente nas listas de livros mais vendidos no país, com trabalhos como Mentes Perigosas, Mentes Ansiosas, Bullying e outros), e a procuradora de Justiça de São Paulo e também escritora, Luiza Nagib Eluf, especialista em violência sexual e femicídio.
Integrantes da Comissão de Juristas responsável pela reforma do Código Penal, Luiza e o desembargador José Muiños Piñeiro Filho, conhecido pelas ações em defesa dos familiares de vítimas, vão debater, no seminário, as propostas por uma legislação mais justa e moderna.
As inscrições para o seminário podem ser feitas pelo site www.sejus.df.gov.br. Informações no Pró-Vítima: 2104-1934; 2104-1953.

Glória Perez
em defesa das vítimas

A escritora Glória Perez (foto) vai dar uma breve pausa nos preparativos da novela Salve, Jorge!, que estreia em 23 de outubro, na Globo, para participar do I Seminário dos Direitos Humanos das Vítimas de Violência, em 10 de agosto próximo, no Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados, em Brasília.

A filha de Glória, a atriz Daniella Perez, foi covardemente assassinada pelo colega de trabalho Guilherme de Pádua e a ex-mulher dele, Paula Thomaz, em 28 de dezembro de 1992. Em 1994, Glória levou à frente o projeto de lei popular que incluiu o homicídio qualificado na Lei do Crime Hediondo, recolhendo mais de 2 milhões de assinaturas em todo o país, com o apoio de familiares de vítimas.

Jocélia Brandão, que participou dessa campanha, também virá discutir os direitos humanos das vítimas de violência, no Seminário da Secretaria de Justiça do DF. Mãe da pequena Miriam, de apenas cinco anos de idade, sequestrada, morta e queimada, em Belo Horizonte, em dezembro de 1992, Jocélia atua, em Minas, por medidas contra a violência.