14 de julho de 2009

Pró-Vítima fará nova conferência livre

A Subsecretaria de Proteção às Vítimas de Violência (Pró-Vítima) prepara uma nova edição de Conferência Livre para oferecer propostas à 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública, que ocorrerá na última semana de agosto. O Pró-Vítima quer recolher contribuições e elaborar com a comunidade alternativas de ações de prevenção da violência, com o objetivo de favorecer à construção de uma cultura de paz.
De acordo com a subsecretária de Proteção às Vítimas de Violência, Valéria de Velasco, é essencial que a futura política nacional de segurança pública estabeleça mecanismos de restauração da dignidade humana. Segundo ela, é preciso garantir os direitos de parcela da sociedade que hoje está invisível e tem o exercício de cidadania comprometido pela insegurança.
A data do encontro será decidida ainda esta semana.

Melhoria da saúde masculina

Uma rede de serviços voltada para melhorias na saúde do homem será construída nos estados e nos municípios. A medida é uma das ações previstas na Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem desenvolvida pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS).

A política tem por objetivo melhorar as condições da saúde masculina no país e acabar com os preconceitos. Em entrevista à Agência Brasil, o presidente do CNS, Francisco Batista Júnior, afirmou que a falta de preocupação do homem com a sua saúde é fruto de uma sociedade preconceituosa. Para ele, a reeducação é uma solução para o problema.

"Temos que investir numa nova educação voltada para a superação do preconceito para que o homem admita as suas fragilidades e passe a se preocupar com a sua saúde física e mental", disse.

Rede de saúde do homem

De acordo com Batista Júnior, a política abrange parcerias entre os órgãos de saúde e as instituições que trabalham nas áreas de educação e segurança, para que sejam alcançados os objetivos previstos na medida.

Na comparação com a mulher, o presidente do CNS afirmou que a situação da saúde masculina no Brasil exige mais preocupação das autoridades públicas devido ao atual quadro de desinformação.

"A situação da saúde do homem no Brasil é dramática. O número de mortalidade dos homens é mais alto que o das mulheres. Eles [homens] procuram dez vezes menos o serviços de saúde, sofrem pelo preconceito e falta de informação sobre a sua saúde, o que dificulta no desenvolvimento do serviço prestado,", afirmou

Por que os homens não procuram os médicos

Para Batista Júnior, a falta de interesse do homem em procurar um médico para a prevenção de doenças causa grandes prejuízos para ele e para a população.

"Há índices altíssimos de câncer de próstata, intestino e estômago entre os homens. Em decorrência da negação dos homens para se submeterem aos exames periódicos. A falta de interesse na prevenção de doenças masculinas traz um custo muito elevado para a população não só econômico, mas também social", disse.

A proposta para a implantação da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, foi aprovada pelo Conselho Nacional de Saúde

Fonte: Agência Brasil