15 de setembro de 2009

Cabo é condenado a 19 anos de prisão

Depois de 10 horas de julgamento, o Tribunal do Júri de Brasília condenou a 20 anos e seis meses de prisão o cabo Bombeiro Antônio Glauber Evaristto de Melo, que executou com um tiro na cabeça, dentro do carro, a professora de inglês Josiene Azevedo de Carvalho, em 26 de junho do ano passado. Por ter confessado o crime, a pena foi reduzida para 19 anos, sem direito a recurso em liberdade.

Momentos antes do julgamento, o comando do Corpo de Bombeiros Miltiar do DF anunciou a decisão, tomada na segunda-feira, de expulsar o cabo da corporação Na sentença, o juiz determinou o afastamento definitivo do réu do serviço público. Para a subsecretária de Proteção às Vítimas de Violência, Valéria de Velasco, a decisão revelou maturidade do magistrado. Segundo ela, em seu pronunciamento, o juiz reconheceu que a punição era a possível pela lei dos homens, mas ainda há a justiça divina. A família da vítima também ficou satisteita com resultado do julgamento.

Cabo assassino é expulso do Corpo de Bombeiros

Momentos antes de começar o julgamento do cabo do Corpo de Bombeiro Antônio Glauber Evaristo Melo, assassino confesso da professora Josiene Azevedo de Carvalho, o comando da corporação anunciou a expulsão do militar dos seus quadros de pessoal. O cabo está sendo julgado pelo Tribunal do Júri de Brasília. Em 26 de junho de 2008, Glauber Melo executou a professora Josie com um tiro na cabeça por não aceitar o fim do namoro que se arrastava há cerca de quatro anos.
Domingo último (13/9), familiares, amigos, ex-alunos e ativistas de organizações sociais de enfrentamento da violência realizaram uma passeata no Parque da Cidade para exigir justiça. Durante a manifestação foram colhidas milhares de assinatura em um documento em que foi pedida a expulsão do cabo do Corpo de Bombeiros. O abaixo-assinado foi organizado pela organização não governamental Comitê Nacional de Vítimas da Violência (Convive).
O cabo matou Josiene de maneira fria e calculista no início da madrugada em 26 de junho. Depois de convidá-la para um jantar, em mais uma tentativa de reatar o namoro, Glauber Melo levou a vítima até a Quadra 7 da Octogonal, onde ela morava. No estacionamento, quando percebeu que não haveria chances de retomar o relacionamento, ele puxou um revólver de atirou contra a cabeça da professora, que morreu na hora. Em seguida, Glauber levou o corpo de Josiene até a 3ª DP, onde confessou o crime.
Para os familiares e instituições de enfrentamento da violência, era inconcebível que um assassino confesso continuasse nos quadros do Poder Público, principalmente de uma corporação como o Corpo de Bombeiros, cuja principal missão é salvar vidas e não eliminá-las de maneira torpe.