12 de novembro de 2009

Interrompido o julgamento Márcio Batista para o almoço

Foi interrompido, agora há pouco (12h) para almoço, o julgamento do ex-motorista Márcio Carlos Batista Fontenele pelo Tribunal do Júri de Ceilândia [leia matéria abaixo]. Batista fez um depoimento diante dos jurados sintonizado com a tese da defesa. “Ele foi muito bem ensaiado”, avaliou uma das pessoas que acompanham a sessão.
A defesa destacou que Márcio Batista, acusado de dirigir embriagado, não havia ingerido grande quantidade de bebida alcoólica. Além disso, ele não fugiu do local da tragédia e nunca teve passagem pela polícia. Eloquente, a defesa tenta convencer os jurados de que seu cliente, há um ano e quatro meses privado da liberdade, é um cidadão sem antecedentes criminais e não deve ser punido com a pena máxima pela tragédia ocorrida em 28 de junho do ano passado, quando a Lei Seca completava uma semana de vigência.
 O reinício do julgamento está previsto para 13h.

As informações, diretamente do Tribunal do Júri de Ceilândia, estão sendo repassadas ao blog do ProVitima pela estudante de jornalismo Nayara Sousa, estagiária na Subsecretaria de Proteção às Vítimas de Violência.

Começa o julgamento de motorista que matou 3 na DF-190

Começou, por volta das 10h30 de hoje, o julgamento do ex-motorista Márcio Carlos Batista Fontenele, pelo Tribunal do Júri de Ceilândia, Ele acusado de homicídio doloso. Em 28 de junho do ano passado, Mário Batista,  embriagado, dirigia um caminhão, no sentido Brasília/Santo Antônio do Descoberto (DF-190), quando, na contramão, atingiu o carro dirigido por Wiliam Gomes, que retornava de um passeio com sua família. Na colisão morreram a mulher de William, Ana Paula Soares da Silva, 23 anos, o seu filho, Lucas Levir Gomes da Silva, 4 anos, e o sobrinho Luiz Henrique Souza, 3 anos. William e sua sogra Nilma Soares ficaram gravemente feridos, mas sobreviveram. A tragédia, provocada pela combinação perversa de álcool e direção, ocorreu sete dias depois entrar em vigor a Lei Seca.
Momentos antes do início do julgamento, um grupo de amigos, parentes e vítimas da violência no trânsito fez uma manifestação diante do Fórum de Ceilândia e cobraram justiça. De acordo com especialistas, Márcio Fontenele poderá ser condenado até a 90 anos de prisão, por triplo homicídio. Ou seja, pena máxima  (30 anos) por cada uma das mortes.
Em uma manobra em favor do seu cliente, o advogado de defesa do ex-motorista rejeitou a participação de três mulheres sorteadas para compor o grupo de sete de jurados. Mas, por exigência do Ministério Público, uma mulher foi indicada para participar do Júri Popular.
Os primeiros a depor foram William e sua sogra Nilma Soares, que tem gravíssimas sequelas da tragédia - seu rosto ficou deformado, pela quebra de todos os ossos da face, o que a impossibilita de trabalhar. Logo após responder às indagações, William teve uma crise nervosa (tremia muito).
Dulce Gomes, mãe de William, desde a tragédia vem empreendendo uma luta para que a justiça seja feita nesse caso. Por sua intervenção direta, foi possível evitar que Márcio Fontenele , depois de ser preso em flagrante por dirigir alcoolizado, fosse libertado. "Espero que a essa batalha de quase um ano e meio resulte na condenação do assassino da minha família e a sua punição seja exemplar para outros motoristas. Que eles pensem duas vezes antes de beber e dirigir", disse Dulce para o blog do Pró-Vítima (Programa de Proteção às Vítimas de Violência), desenvolvido pela Subsecretaria de Proteção às Vítimas de Violência, sob o comando de Valéria de Velasco.

As informações, diretamente do Tribunal do Júri de Ceilândia, estão sendo repassadas ao blog do ProVitima pela estudante de jornalismo Nayara Sousa, estagiária na Subsecretaria de Proteção às Vítimas de Violência.

Vira Vida chega ao DF

Por Nayara Sousa
Estagiária de jornalismo

O projeto Vira Vida, idealizado pelo Conselho Nacional do SESI, com o objetivo de reintegrar adolescentes em situação de risco, chegou, quarta-feira (11), no Distrito Federal. A proposta está implantada nas cidades de Fortaleza, Natal, Recife e Belém. A cerimônia de lançamento ocorreu no SESI de Ceilândia, com a participação da primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva, do governador em exercício do Distrito Federal Paulo Octávio, do presidente da Fibra Antônio Rocha, o presidente do SESI, Jair Alighieri, e da secretária de Desenvolvimento Social, Eliana Pedrosa. A Subsecretaria de Proteção às Vítimas de Violência foi representada pela diretora de Atendimento Externo, Maria Alice Caetano.
A inauguração foi simultânea à primeira aula do projeto no DF. A primeira turma é composta por 50 alunos, moradores de Ceilândia. Os jovens terão reforço escolar, cursos profissionalizantes e orientação sobre gestão orçamentária.
Para ilustrar o sucesso de programa em outros estados, participaram os estudantes Cleidiane Silva Nascimento e Cristina Pereira Nascimento, do núcleo do Rio Grande do Norte, e Fábio Marques do núcleo, do Ceará. Segundo eles, o projeto Vira Vida foi fundamental para que eles tivessem capacidade de competir no mercado de trabalho. Cleidiane fez um apelo aos novos companheiros para que não desistam de participar do projeto.
De acordo com os organizadores, a intenção é implantar o projeto em todo o país. Para o governador em exercício, Paulo Octávio, a iniciativa é uma importante forma de ação
na defesa dos direitos de jovens que estão em situação de vulnerabilidade social. “Espero que possamos estendê-lo por todo DF”, disse, ao prever que “é o que esperam milhares de jovens que moram no Distrito Federal e esperam por oportunidade para ingressar no mercado de trabalho.”